Palmeira-imperial – Essa planta não é nossa

Já viu uma palmeira-imperial? Sabe por que ela foi cultivada no Brasil, seu significado e importância? É sobre essas coisas que esse vídeo trata. Curto, com menos de três minutos, riquíssimo de conteúdo. Quarto vídeo da série Essa planta é nossa?, uma produção do Ecomuseu Ilha Grande, acessível em Libras para a comunidade surda. Abaixo, texto completo para pessoas com deficiência auditiva que não sabem Libras.

Essa planta não é nossa. A palmeira-imperial é uma espécie exótica Ilha Grande e seu nome científico é Roystonea aleracea e pertence à família Arecaceae.

Sua área de ocorrência natural é a região do Caribe e foi trazida para o Brasil no período colonial ainda no século 19. Possui grande beleza ornamental e seu plantio significava lealdade a monarquia.

Esse período está marcado na Ilha Grande onde a espécie foi plantada, por exemplo, na entrada da antiga fazenda de Dois Rios em um padrão de aleias, semelhante ao do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, local onde a espécie foi plantada pela primeira vez e pelo próprio Dom João VI.

A palmeira-imperial é frequentemente confundida com outros palmeiras exóticas que também foram plantadas na Ilha Grande

A palmeira-real, Roystonea regia; e a palmeira-coca-cola, Roystonea borinquena.

Se você quiser ver as diferenças entre essas três palmeiras, visiite o Circuito Plantas Exóticas da Vila Dois Rios. Lá, essas palmeiras receberam placas informativas que permitem sua identificação.

Mas, por serem espécies exóticas, essas palmeiras não devem mais ser plantadas na Ilha Grande.

Existem outras palmeiras que apresentam potencial ornamental. São utilizadas na alimentação e, por serem nativas e estar em equilíbrio no seu ambiente natural, podem ser cultivadas nesta região.

Assista ao nosso próximo vídeo! Vamos apresentar a palmeira Euterpe edulis, que é uma espécie nativa da Ilha Grande e é conhecida popularmente como palmito.

Eu sou Cátia Callado e esta é uma iniciativa do Parque Botânico, com núcleo do Ecomuseu Ilha Grande, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que visa o controle de espécies exóticas e a conservação da flora nativa da Ilha Grande.

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